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– Rendimento do processo 18A (1,8 nm) usado em Panther Lake está entre 5% e 10%, muito abaixo do mínimo de 70‑80% necessário
– A Intel poderá vender os primeiros chips com margens reduzidas ou até incorrer em prejuízo, devido ao alto custo de wafer aproveitável
– A produção em massa pode ser atrasada até o final de 2025 ou inicio de 2026, com risco de fragmentação de tecnologia e ajustes de cronograma
Conforme publicado pela Reuters hoje, quarta-feira (06), a Intel está prestes a enfrentar um sério desafio com suas primeiras CPUs da série Panther Lake, fabricadas no processo 18A (1,8 nm).
As fontes revelaram que o rendimento inicial, ou seja, a proporção de chips funcionais por wafer, está em níveis extremamente baixos, variando entre 5% e 10%, muito abaixo dos 70–80% fundamentais para viabilidade e lucratividade.
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Esses números estão em contraste com avaliações anteriores que afirmavam rendimento em torno de 20–30%, citadas pelo analista Ming-Chi Kuo. No entanto, pesquisadores como Ian Cutress e executivos da própria Intel advertiram que esses dados não refletiriam o rendimento real vendável, mas sim um indicador inicial de defeitos por densidade, e que esse tipo de métrica não deveria ser usada como base para conclusões precipitadas.
Quais os motivos para o prejuízo?

Fontes mais recentes da indústria reforçam o cenário crítico: o node 18A tem três vezes mais defeitos do que o tolerado para produção em massa, e tornou os primeiros chips financeiramente inviáveis, exigindo que a azulzinha venda essas unidades iniciais com margens muito reduzidas, ou até com prejuízo direto. Considerando o tamanho do die de CPU (cerca de 114 mm²), mesmo um porcentual modesto de defectivos impacta diretamente os custos unitários.
Por fim, embora a Intel mantenha que a produção de Panther Lake está “no cronograma”, as dificuldades aumentaram o risco de adiar o lançamento para finais de 2025 ou mesmo descentralizar o ramp-up de volume entre 2026, com medida similar à usada com o lançamento da arquitetura Lunar Lake.