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– Trump se reuniu com Lip-Bu Tan e, depois de tê-lo criticado, elogiou a trajetória do executivo e prometeu avaliar propostas da Intel
– Encontro impulsionou as ações da empresa, com alta de ~3% no pregão estendido e mais ~5% em seguida
– Analistas veem caminho aberto para apoio governamental, seja por meio de políticas ou estímulo a contratos
Conforme publicado pelo Business Insider na terça-feira (12), o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, se reuniu com o CEO da Intel, Lip-Bu Tan, em um encontro considerado “muito interessante” pelo próprio Trump, apenas dias após ter exigido publicamente a renúncia do executivo por supostos vínculos com empresas chinesas.
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- CEO da Intel responde pedido de renúncia feito por Donald Trump
Em um post na plataforma Truth Social, Trump afirmou que “seu sucesso e ascensão são uma história incrível” e anunciou que Tan e membros do seu gabinete discutirão propostas na próxima semana. A Intel, por sua vez, divulgou comunicado confirmando uma “discussão franca e construtiva” sobre o compromisso da empresa com o fortalecimento da liderança tecnológica e de manufatura dos EUA.
Mercado reage

O impacto imediato foi positivo: as ações da Intel subiram cerca de 3% no pregão estendido de segunda e registraram nova alta de cerca de 5% na terça-feira, refletindo o otimismo em torno de um possível apoio presidencial.
Especialistas apontam que Tan pode buscar não apenas apoio financeiro, mas também estímulo aos clientes americanos para aumentar encomendas ou realizar investimentos diretos na Intel, principalmente diante dos desafios da empresa com processos avançados como o 14A, cujo futuro está incerto sem um cliente expressivo.
Interesses são claros
Vale destacar ainda que o gesto de conciliação representa uma mudança de tom gigantesca após as críticas iniciais, com a alteração muito provavelmente sendo impulsionada por interesses estratégicos envolvendo subsídios, políticas industriais e a necessidade de manter a intelectualidade de fabricação de semicondutores nos EUA.
Por fim, o encontro agrada investidores e pode valer como um impulso para a sobrevivência da Intel como uma das últimas gigantes americanas de chips, caso Trump realmente traduza os elogios em ações concretas.