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– Intel está em discussões preliminares com a AMD para que rival utilize a fundição da marca
– Apostas centrais da Intel estão nos nós 18A e 14A, visando atrair clientes externos
– Sucesso depende de garantias de rendimento, volume de produção e vitória sobre desafios técnicos e custo elevado
Conforme publicado pelo Tom’s Hardware na última quarta-feira (01), a Intel, gigante do design e fabricação de chips, está intensificando esforços para que a AMD, historicamente uma das principais concorrentes direta, utilize os serviços de fundição (foundry) da marca para produzir parte dos chips.
Segundo reportagens recentes, a azulzinha está em conversas iniciais com a vermelhinha com essa finalidade, ainda sem compromissos firmados. Esse movimento destacaria uma virada significativa no mercado de semicondutores, indicando novas alianças no ecossistema além das rivalidades tradicionais.
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Por trás dessa tentativa está o ambicioso roadmap de fabricação do Time Azul, em especial os nós 18A e 14A, que são vistos como cruciais para a estratégia de fundição e para recuperar liderança tecnológica. O 18A já vem sendo promovido como nó que fará parte da linha de produtos da Intel, enquanto o 14A é posicionado como um dos nós que poderá atrair clientes externos se a empresa conseguir demonstrar desempenho competitivo.
Motivações, riscos e implicações

Para a Intel, convencer a AMD a adotar os nós seria um sinal de credibilidade e uma forma de validar sua operação de fundição (Intel Foundry Services, IFS), até então sem clientes de grande peso fora da própria companhia ou parcerias ainda em estágio inicial.
Seria uma conquista essencial, uma vez que o desenvolvimento e manutenção de nós avançados como 14A e 18A demandam investimentos gigantescos e retorno via volume de produção.
Por outro lado, há ceticismo de analistas, como os do Tom’s Hardware, que questionam se a Intel conseguirá entregar rendimentos (yields) estáveis nos nós mais avançados a tempo de convencer clientes. Também se encontram alertas de que o nó 14A será mais caro de operar do que o 18A, principalmente por conta do uso de litografia High-NA EUV, o que torna viável a sustentabilidade somente com um volume considerável de produção contratada.
Outro ponto crítico é que, se a Intel não conseguir garantir um um cliente grande que traga demanda significativa para o 14A dentro de um tempo razoável, poderá considerar cancelar ou adiar esse nó, abrindo mão das ambições de liderança de processo.